domingo, 30 de novembro de 2008

Quem dera ser Lisbela

Faz tempo que não escrevo... é que não tenho tido muito tempo.. minto.. é que não tenho tido vontade... um desânimo me assola e o único desejo ardente que tenho é de me deitar em minha cama, assim que chego em casa... mas o sono, meu fiel escudeiro, nessas noites de cansaço, não tem me feito companhia... tenho dormido tarde.. mas isso não vem ao caso...

O interessante é que numa dessas minhas noites de insônias, especificamente, na última quinta, dei graças a Deus por não conseguir dormir... como companheira a tv... como embalo de ninar, o filme Lisbela e o Prisioneiro...
Sou apaixonada nesta película... como toda boba romântica, acredito na mocinha que encontra seu grande amor... aliás sonho no dia em que serei não Scarlet Ohara ou Ava Garder, mas sonho em ser Lisbela... (E é nessa hora que o meu príncipe estará lendo essas palavras e se perguntando “Como eu ainda não conheci essa garota?”..hehe..e é nessa hora que eu acordo também, mas... vamos ao filme, que é o que interessa...)

Lisbela e o Prisioneiro tem um elenco surpreendente. Selton Mello encarna com louvor o malandro-mulherengo-apaixonante, de nome Leléu, o qual não há como resistir. Selton dá continuidade, nesta película, ao excelente trabalho como ator e se destaca mais uma vez no cinema nacional. Novamente em parceria com Guel Arraes, com quem já trabalhou no impagável O Auto da Compadecida e em Caramuru – A Invenção do Brasil, Selton Mello mostra a habilidade diante das câmeras e faz todo mundo rir muito e, é claro, torcer pelo aventureiro de fala mansa. E se brincar ainda faz todo mundo se converter à Igreja Adventista do Santo Corpo Glorioso.

Mas se Selton é o mocinho, como em toda comédia romântica, há que existir seu antagonista: e este é, sem dúvida, o melhor ator em cena, Marco Nanini. Ele e seu personagem com nome de cantor brega, Frederico Evandro, prendem o espectador até o último minuto e ainda que o personagem não seja cômico em si, sua simples presença e seus trejeitos nada sutis já rendem boas gargalhadas. Débora Falabella, Tadeu Melo e Bruno Garcia também engrandecem o elenco com suas performances. De Débora nem sinal da mineirice. De Bruno o engraçado sotaque carioca. De Tadeu o jeito nordestino a la Os Trapalhões.

A única ressalva a ser feita é a demora em propagar filme tão gracioso, cultura tão popular. Lisbela levou mais de 3 milhões de pessoas às sala de cinema em 2003, ano em que foi lançado e somente na semana passada foi ao ar (mas se bem que isso não é nenhuma novidade...).
No Grande Prêmio Cinema Brasil, o filme angariou dois prêmios: melhor ator para Selton Mello e melhor trilha sonora. E até por isso, na sexta, ainda caindo de sono, uma das minhas primeiras ações do dia, foi ouvir de trás pra frente e de frente pra trás, o cd com as 13 faixas da trilha. Zé Brito, Zé Ramalho e Sepultura, Caetano Veloso e Elza Soares são faixas obrigatórias. “O amor é filme”, de Lirinha, mostra em ritmo animado de marchinha que sabe exatamente isso pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama, da felicidade, dúvida, dor de barriga... e por aí vai. Além de dizer e alto e bom grito que “o amor é filme e Deus o telespectador”.

Mas, sinceramente, são os Los Hermanos que me fazem sorrir de alegria ao traduzir em letra tudo que um dia eu quero ser e ter, pois “Eu quero a sina de um artista de cinema/Eu quero a cena onde eu possa brilhar/ Um brilho intenso/ Um desejo/ Eu quero um beijo/ Um beijo imenso onde eu possa me afogar”. E foi nesta melodia (e, se me permitem, nesta incólume poesia) que finalmente conseguir pegar no sono... e que sono bom...

sábado, 29 de novembro de 2008


quando eu tiver setenta anos

então vai acabar esta adolescência

vou largar da vida louca

e terminar minha livre docência

vou fazer o que meu pai quer

começar a vida com passo perfeito

vou fazer o que minha mãe deseja

aproveitar as oportunidades

de virar um pilar da sociedade

e terminar meu curso de direito

então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência

Paulo Leminski

sábado, 22 de novembro de 2008

Por que não eu?

Por que é que ele nunca chega? Nunca me diz o quão feliz é por ter me encontrado pelo seu caminho... por ter alguém com quem conversar sobre coisas triviais por horas e horas... por sentir o peito apertar quando me vê e apertar mais forte ainda quando eu vou embora... por ter em mim a certeza de que o tesão, o amor e a afinidade podem sim andar juntos...

Por que é que eu nunca ando contente com os rapazes que já passaram na minha vida? Por que é que eu nunca me apaixonei de verdade por nenhum deles? Por que é que eu vejo casais serem formados em minha frente e até alguns serem desmantelados com certa dor, mas, mesmo assim, eu nunca me vejo ali?

Por que é que me pego observando que minha irmã está quase se casando, caras bacanas estão se interessando por minhas amigas, pessoas estão naquele começo bom de namoro e televisores estão exibindo mais e mais filmes e novelas apregoando a paixão avassaladora? E por que tudo isso acontece... comigo, à deriva?

Me sinto assim mesmo... numa embarcação isolada das demais. A mais próxima é de pessoas que já trafegam acompanhadas. As mais remotas são daquelas que vivem apaixonadas ou já tiveram, pelo menos, um grande amor. A que navega bem do meu lado é de gente que já se esqueceu que isso existe... é a dos desiludidos (ou extraviados..) que nem querem mais realizar nenhuma travessia para aquele mundo que só existe a dois. Daqui a pouco embarco nesse último traslado. Queria ser mais otimista pra acreditar que não... Mas é só olhar os fatos. Todo mundo que me aparece já pertence a outra embarcação, está em outra sintonia ou, simplesmente, é tripulante perdido em alto mar. Não encontro ninguém no mesmo balançar de ondas, no mesmo tempo e espaço... e o pior de tudo, na mesma direção. Vou navegando sozinha enquanto o céu cinzento habita meu cais...

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Pra falar de amor...






Estava pensando no quanto eu já li sobre o amor, e me refiro a textos que vão desde as cronicas do Arnaldo Jabour aos escritos da Martha Medeiros mas em momento nenhum me senti preparada pra escrever sobe ele porém, ultimamente tenho sentido tantas coisas novas, as borboletas que estavam a muito adormecidas no estômago acordaram impolvorosas e não tem me deixado mais em paz por isso, enfim resolvi falar sobre o que esse sentimento siguinifica pra mim...
Amor vem sem esforço, amor a gente não pede, não faz requisição, não implora, ele surge quando menos esperamos e não é necessário que façamos absolutamente nada para sermos amados, até porque quando nos esforçamos demais esse amor já não vale mais a pena, o amor é na maioria das vezes é como um passáro em pleno voo se tentarmos alcança-lo com as mãos estaremos perdendo tempo, tudo que podemos fazer é acompanha-lo com o olhar e torcer pra ele venha em nossa direção e apenas por uns poucos instantes tenhamos a chance de olha-lo frente a frente e ter a certeza de que nossa vida foi completa pois só o vislumbre do amor já valeu o esforço da vida.
Amor não se paga, nem com dinheiro, nem com carinho, nem com conforto, comodidade, proteção, ouso aqui até mesmo a discordar de Drumond amor com amor se paga, pois a única forma de retribuição que se espera quando se ama é o amor correspondido, porém se isso não for possível eu prefiro ser o que ama do que a criatura amada, pois ser o ideal de alguém, o modelo perfeito que aquela pessoa idealizou não é lá muito bom, corresponder a expectativas é difícil pois quem ama planeja, almeja, deseja, suga e faz com que o objeto do seu amor se torne menos livre, no inicio o amor percebe os defeitos mas ama a todos, o modo como ele ri escandalosamente, a fala um pouco enrolada, o andar sem segurança, a mania de te criticar brincando, o fato de ele ser um pouco moleque, gostar de rap e sertanejo e mais algumas coisas obviamente duvidosas, o amor reconhece todos esses pequenos defeitos mas, ama cada um deles, com o amadurecimento pode até acontecer de você não gostar de mais nenhuma dessas coisas, mas apesar de ou melhor mesmo com esses pequenos defeitos você vai amar cada vez mais essa pessoa.
Estar com ele vai ser cada vez melhor, os programas vão mudar, vocês vão amadurecer mas a companhia desse pessoa vai continuar te fazendo feliz, se antes um show de rock era o programa que fazia vocês vibrarem, hoje pode ser aquele musical super aguardado para o qual você teve que comprar ingressos com meses de antecedência, e no fim você vai perceber que não era o lugar, não era a música, não eram os amigos, era simplesmente estar ao lado daquela pessoa, sentir a mão dela na sua, sentir que ela vai estar ali com você e que basta você olhar pra ela que os olhos se entenderão sem que nenhuma palavra precise ser dita.
Amar é sentir-se fraco e saber que aquela pessoa que você ama pode ter ferir, é se importar com o que o outro faz, é imaginar e só poder imaginar o que ele está fazendo nesse momento, ter medo que ele esteja te enganando, ter medo que ele possa te trair, ter medo que só você viva esse amor mas nem por isso você vai amar menos ou sentir medo de amar, o amor nos tira do chão, nos dá asas e nos faz voar, mas só conseguimos levantar voo com facilidade se nos despirmos de tudo aquilo que nos torna covardes, se nos jogarmos sem medo, não é possível racionalizar sentimentos, podemos prever ações mas não podemos determinar o que sentimos se fosse fácil assim os de boa família, bem educados, inteligentes e com bom emprego estariam todos casados, o amor não é assim tem que ter pele, tem que ter cheiro, tem que ter aquele frio no barriga, a mão suada, as pernas bambas e o coração disparado.
A única coisa que pra mim é possível concluir do amor é que ele não é o melhor dos sentimentos, mas sem dúvida alguma é o que nos causa mais prazer, por isso dá próxima vez que você ver aquela pessoa pela qual seu coração dispara não perca a chance dizer tudo que deseja mesmo que com todo o esforço você engasgue e saia apenas um simples oi, afinal de alguma forma a sua história de amor tem que começar.

domingo, 16 de novembro de 2008

Diferente? só um pouco... nada tão absurdo assim...


Não sei bem como deveria começar o blog, mas decidi que o melhor seria falar um pouco de mim...
Tive um trabalho enorme tentando me definir e descobri que sou impossível de se classificar, pois sou uma contradi
ção completa.
Sou o espelho da complexidade na sua forma mais simples; Sou a intensidade com mil exclamações; Sou dona de um questionamento interminável que lancei ao vento; Sou um pedaço do pequeno mundo lá fora, dentro de um enorme universo à parte; Sou fiel nas traições e sincera demais nas mentiras; Sou a pressa com todo o tempo disponível; Sou a bagunça na qual se encontra qualquer coisa; Sou a continuação das eternas perguntas e respostas ainda sem conclusão; Sou a errada que busca acertar e a sorte de acertar sem querer; Sou triste mascarando alegria, e a alegria enrustida de tristeza; Sou amiga de quase todos, mas poucos conseguiram me cativar; Sou altruísta com estranhos e egocêntrica com os mais próximos; Sou humilde por puro charme, mas vaidosa sem ser pedante; Sou exagerada na medida certa; Sou crente, mas também sou cética; Sou tiro de rosas em canhões, mas disparo mágoas com a própria língua; Sou tão certa quanto a dúvida e tão duvidosa que já nem sei; Sou gritos desesperados em silêncio; Sou interpretada como não queria e invisível quando me mostro por inteiro; Sou indecisa por pura convicção; Sou mais do que esperam e bem menos do que precisam; Sou aquela que voa ainda no chão e o que desfila aérea pelas ruas; Sou a rotina inesperada das imprevisíveis aventuras; Sou tão óbvia quanto à própria contradição.