quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Meu pretérito imperfeito do verbo ser...

Final de ano é sempre assim... uma infinita conjugação do verbo ser em seu pretérito imperfeito... Imperfeito como a vida que levo, diga-se de passagem... Mas quem é que pode ser dar ao privilégio de ter uma vida perfeita?
Era para acontecer tanta coisa...
Era para acontecer tanta coisa diferente...
Era para dar um beijo demorado na bochecha gostosa de minha irmã como forma de reconhecimento por ela ser tão amiga e companheira... Era para ouvir a risada dela e ver o levantar de ombros quando eu, de surpresa, a beijasse...
Era para dar mais atenção a minha familía e ter mais tempo pra dizer que amo muito cada um deles.
Era para não ter dito tantas palavras de rancor, ter perdido a paciência em brigas que se mostraram cada vez mais inúteis...
Era para ainda sermos amigas íntimas que um dia fomos, cujo destino e planos seguissem para um apartamento em São Paulo, com muitos sonhos e desafios pela frente... Era para evitar os diálogos superficiais que hoje temos e que me questionam os motivos para a nossa “amizade” ser assim...
Era para sermos mais um casal apaixonado, ouvindo “O último romance” e nos emocionando pelo fato de ainda estarmos juntos... Ou pelo menos, era para sermos como éramos antes, compartilhando longas idéias em agradáveis e bem-humoradas conversas...
Era para ter lido mais livros, visto mais filmes, plantado mais árvores, feito mais amigos, cozinhado mais vezes, chorado menos escondido...
Era para ter me embriagado o bastante para achar que minha vida é boa... Era para ter ficado sóbria o suficiente para perceber que minha vida não é de todo ruim...
Era para ter sido mais organizada com minhas coisas, mais prestativa com as pessoas, mais reflexiva em determinados momentos...
Era para ter sido feliz o tempo todo... era para o tempo ter sido feliz comigo...
O verbo ser, por menos que se queira, tem sua forma mais bela ao ser conjugado como realmente era... Como deveria ser, que 2009 tenha neste verbo sua mais derradeira noção de plenitude... porque era para ser assim...porque é assim que deve ser...
Era para este texto ser bom, agradável e incomum, não tendendo para os jargões e clichês, nem terminando cada frase com reticências (que não fecham nada...mas que para mim concluem tudo). Sobretudo, era para estas palavras não soarem tão melancólicas ou pessimistas...Afinal de contas, daqui a pouco um novo ano chega apagando este verbo e dando oportunidade para novas e inusitadas conjugações...
Bom, apenas era...
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Um ano a menos...
sábado, 20 de dezembro de 2008
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Amizade não tem sim e não tem não

PARA MINHA GRANDE AMIGA LANNA...
Amizade não tem não. Não tem idade. Não tem cor. Não tem sexo. Não tem classe. Não tem raça. Não tem religião. Não tem time. Não tem distância. Não tem cheiro. Não tem roupa. Não tem cara. Não tem tamanho. Não tem espessura. Não tem corpo. Não tem família. Não tem grau. Não tem parentesco. Não tem gênero. Não tem hierarquia. Não tem falsidade. Não tem mentira. Não tem inveja. Não tem injustiça. Não tem pessimismo. Não tem covardia. Não tem QI. Não tem saúde. Não tem segredo.
Amizade tem sim. Tem respeito. Tem diferença. Tem seriedade. Tem força. Tem coragem. Tem orgulho. Tem torcida. Tem otimismo. Tem saudade. Tem certeza. Tem normalidade. Tem verdade. Tem sonho. Tem vontade. Tem música. Tem filme. Tem história. Tem compaixão. Tem gentileza. Tem educação. Tem confiança. Tem sinceridade. Tem critica. Tem proteção. Tem perdão. Tem beleza. Tem preocupação. Tem intimidade. Tem carinho. Tem beijo. Tem abraço.
Para ser um amigo você precisa: de sim e não. Ensinar e aprender. Se espelhar e criticar. Colaborar e se ausentar. Disfarçar e se manifestar. Ficar e deixar. Correr e parar. Buscar e esperar. Falar e se calar. Rir e chorar. Dar e receber. Pedir e tirar. Usar e abusar. Criar e copiar. Concordar e cobrar. Bater e acariciar. Sentir e tocar. Gostar e aceitar.
Mas, para ter um amigo você deve somente, ser você.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Por que telemarketing me deixa louca...

Continuando a semana “ irrite a Michele e seja feliz”, hoje cheguei em casa muito cansada porém extremamente inspirada pra escrever, mas eis que ligo meu computador e tento conectar a internet e aparece na tela um maldito erro de conexão (hoje em Uberlândia ta parecendo que começou o dilúvio, choveu o dia todo), eu gentilmente pego meu telefone e ligo para o provedor, que por acaso é da mesma empresa que meu telefone fixo, meu celular e minha TV a cabo, ou seja todos da odiosa CTBC, tento uma primeira vez, a ligação cai, segunda tentativa consigo ir até o segundo menu e assim segue sucessivamente até que na milésima tentativa consigo que aquela voz metálica (igualzinha a voz dos Jogos mortais) diga que vai me encaminhar para uma atendente...
...
...
...
...
...
1 minuto, 2 minutos, 3 minutos, 4,5,6,7,8
Ahhhhhhhhhhhhhhhh que vontade de gritar, xingar, dizer que detesto tudo isso, mas do outro lado da linha tudo que ouço é o tema natalino mais horroroso de todos os tempos e dali jingle bells...
Agoroa chega ou sou capaz de acabar defenestrando telefone...
Assim que essa droga de internet voltar eu publico esse texto e um outro mais doce, prometo....
domingo, 14 de dezembro de 2008
Amor maior que eu...

Inteligente, sem ser nerd.
Bonito, sem ser convencido.
Sincero, sem deixar de ser misterioso.
Carinhoso, sem ser grudento.
Amigo, sem ser irmão.
Gentil com mulheres, sem ser galinha.
Gentil com rapazes, sem ser viado.
Ciumento, sem ser possessivo.
Liberal, sem ser desleixado.
Rico, sem ser esnobe.
Romântico, sem deixar de ser cafajeste.
Meu, sem deixar de ser da mãe, do pai, da avó, do irmão, dos amigos e do mundo.
Sabe a música do Jota Quest, que diz no seu ritmo meio que bate-estaca, as palavras que literalmente batem em você assim que vocâ as escuta? Aquela que já foi tema de novela global das 8, embalando Rodrigo Santoro (que se não é a personificação do que se espera de um namorado, é certamente a de um Deus Grego - leia-se namorado perfeito inatingível) toda vez que ele pensava na Camila Pitanga.
É essa mesmo que você já cantarola... "Quero um amor maior. Um amor maior que eu".
Pois é exatamente isso que eu quero pra mim (pois é isso que todos nós queremos). Um amor maior que eu. Maior que esses meus 1,75m. Maior que esses meus 20 pequenos anos de vida. Maior que o meu desejo de ser feliz.
Não que ser solteiro seja ruim. Longe disso... Sair com os amigos, ficar com outras pessoas, conhecer gente, atrair o sexo oposto sem compromisso e ser livre para fazer o que quiser é muito bom. Mas tem dias que essa mesma liberdade cansa. E tudo o que se quer é ver a cara emburrada do namorado porque você está conversando com outro homem. É ter que se submeter à vontade do outro e ceder ao programa de índio que ele tanto quer fazer. É estar preso a alguém com algemas e correntes, ainda que invisíveis, muito mais fortes que as de ferro. E ainda estar feliz por isso.
É querer ter o amor maior que si próprio todos os dias e diariamente encontrá-lo no rosto, nos gestos, nos carinhos, nas manias, nos defeitos de outro alguém.
"Quero um amor maioooooorrrr....é....um amor maior que eu...ieuu, ieuuuuu..." Não é que essa música fica na cabeça???hehe...Enquanto esse amor não chega só me resta continuar a cantar...sonhando com um rapaz inteligente, sem ser nerd...bonito, sem ser convencido...
sábado, 13 de dezembro de 2008
E segue a raiva....

Sabe que hoje descobri mais uma coisa em mim, descobri que detesto gente fresca, e nessa palavra cabem muito mais coisas que apenas o sentido literal do verbete, e por ter feito essa descoberta resolvi fazer uma listinha de coisas que detesto.
Detesto quem faz drama por tudo, detesto quem é sentimental demais, quem me chama toda hora, quem me cobra qualquer coisa que eu não dei o direito desta pessoa cobrar, detesto quem não me atende quando ligo, detesto gente que grita comigo, detesto quem gruda em mim e não me deixa ter a liberdade que preciso, mas não gosto também de quem some sem motivo, de quem maltrata animal, de quem acha que é mais importante que todo mundo, detesto quem realmente é mais importante que todo mundo na qualificação dessa sociedade hipócrita em que vivemos, detesto acordar com a claridade no meu rosto, detesto dormir com barulho, detesto dormir pra falar a verdade acho uma grande perda de tempo, não gosto de carne; detesto sites cuja abertura tem uma daquelas apresentações em flash que demoram uma eternidade a carregar; detesto músicas do U2 mal utilizadas, gente psicopata que me persegue, surtos por coisas dos anos 80 (não lembro de nada dos anos 80, espera a onda dos anos 90 chegar!), pessoas que vem me mostrar a última novidade do momento (que eu comentei com essa mesma pessoa um mês atrás e ela não prestou atenção), comentários bizarros em vídeos de pagode do YouTube e afins; quem brinca com o sentimento dos outros, quem é sério demais, quem faz amor por fazer, quem trai, quem arrisca a vida (a dele e a dos outros).
Acho que ando detestando coisas demais porque resolvi agora parar com a lista pois percebi que ela ia se estender muito.
Quando a raiva é o drama... quando o drama é a raiva

Retomo minhas escrivinhanças,com um sentimento que odeio ter no coração. Estou com raiva mesmo e acabei destratando uma pessoa que, embora merecesse minha grosseria, não deveria escutá-la. Afinal de contas, por mais clichê que seja, não consigo fugir do papel de boa moça. "A educação em primeiro lugar". Sempre. Porque se assim não for, em segundo lugar vem sempre o remorso. E a raiva.
Então... para dissipar meus pensamentos mais maquiavélicos (e a vontade de fazer vodu e praguejar as futuras gerações da referida pessoa), coloco no ambiente a música mais calma que consigo encontrar... me escuto respirar... mas, pelo visto, nada adianta... e como última alternativa: escrever aqui...rs... Estou com raiva também da pessoa que arrisca escrever essas palavras profanas (por sentir esse sentimentode raiva... confusa né?)
A única coisa que esqueci de comentar é um detalhe pormenorizado... daqueles de rodapé que ninguém repara, mas que sempre cai na prova... além do papel de boa moça, a escrivinhadora aqui tem um pé (e a mão, a cabeça e o resto) no mais puro drama... sei que não precisava ficar fazendo tanto alarde por um sentimento que amanhã (graças ao bom Deus) se esvai e me deixa, enfim... que daqui a pouco esqueço, dando margem a outros sentimentos mais impuros que este... ainda bem que o teatro passa... e a raiva também
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
Sempre na estrada, sempre distante.

Tenho trabalhado tanto, mas penso sempre em você. Mais de tardezinha que de manhã, mais naqueles dias que parecem poeira assentada aos poucos e com mais força enquanto a noite avança. Não são pensamentos escuros, embora noturnos. Tão transparentes que até parecem de vidro, vidro tão fino que, quando penso mais forte, parece que vai ficar assim clack! e quebrar em cacos, o pensamento que penso de você. Se não dormisse cedo nem estivesse quase sempre cansado, acho que esses pensamentos quase doeriam e fariam clack! de madrugada e eu me veria catando cacos de vidro entre os lençóis. Brilham, na palma da minha mão. Num deles, tem uma borboleta de asa rasgada. Noutro, um barco confundido com a linha do horizonte, onde também tem uma ilha. Não, não: acho que a ilha mora num caquinho só dela. Noutro, um punhal de jade. Coisas assim, algumas ferem, mesmo essas que são bonitas. Parecem filme, livro, quadro. Não doem porque não ameaçam. Nada que eu penso de você ameaça. Durmo cedo, nunca quebra.
Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você – seria, seriam?
Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras. Finjo que me assusto, você me abraça e vamos tomar um sorvete, suco de abacaxi com hortelã ou comer salada de frutas em qualquer lugar. Assim: estou pensando em você e o telefone toca e corta o meu pensamento e do outro lado do fio você me diz: estou pensando tanto em você. Digo eu também, mas não sei o que falamos em seguida porque ficamos meio encabulados, a gente tem muito pudor de parecer ridículos melosos piegas bregas românticos pueris banais. Mas no que eu penso, penso também que somos meio tudo isso, não tem jeito, é tudo que vamos dizendo, quando falamos no meu pensamento, é frágil como a voz de Olívia Byington cantando Villa-Lobos, mais perto de Mozart que de Wagner, mais Chagal que Van Gogh, mais Jarmush que Win Wenders, mais Cecília Meireles que Nelson Rodrigues.
Tenho trabalhado tanto, por isso mesmo talvez ando pensando assim em você. Brotam espaços azuis quando penso. No meu pensamento, você nunca me critica por eu ser um pouco tolo, meio melodramático, e penso então tule nuvem castelo seda perfume brisa turquesa vime. E deito a cabeça no seu colo ou você deita a cabeça no meu, tanto faz, e ficamos tanto tempo assim que a terra treme e vulcões explodem e pestes se alastram e nós nem percebemos, no umbigo do universo. Você toca minha mão, eu toco na sua.
Demora tanto que só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe. Suspiro tanto quando penso em você, chorar só choro às vezes, e é tão freqüente. Caminho mais devagar, certo que na próxima esquina, quem sabe. Não tenho tido muito tempo ultimamente, mas penso tanto em você que na hora de dormir vezemquando até sorrio e fico passando a ponta do meu dedo no lóbulo da sua orelha e repito repito em voz baixa te amo tanto dorme com os anjos. Mas depois sou eu quem dorme e sonha, sonho com os anjos. Nuvens, espaços azuis, pérolas no fundo do mar. Clack! como se fosse verdade, um beijo.
Caio Fernando Abreu, em Um Provável Devaneio, que linca pra nós."
Dei de cara com essas palavras...bem assim mesmo... logo ao abrir a caixa de entrada... sem anestesia ou algo que amenizasse o som do meu vidro interno se estilhaçando... Já faz algum tempo que não tenho em quem pensar... que sempre quando fecho os olhos, depois do cansaço do dia, recosto no travesseiro e busco o rosto de alguém... mas não o encontro... nem para deitar no meu colo.. nem para eu deitar no seu... De que cor serão seus olhos? Como será a sua voz? Que cheiro você terá? Como será o toque de sua mão no lóbulo da minha orelha? Que pensamentos me invadirão a mente quando me lembrar de você? E, enfim, por qual esquina você entrará na minha vida?
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Minha vida devia ter um backspace.

É quando eu deito na cama que os meus pensamentos interrompem o que seria o meu sono...começo a pensar em tanta coisa...e cada vez mais rápido... rápido, rápidoooo... Não consegui acompanhar meus pensamentos...eles foram embora...
Nessas horas é que eu queria ter um gravador embaixo do travesseiro. Para poder falar e registrá-los ao invés de tentar inutilmente digitá-los neste teclado duro e que parece se embaralhar... cadê o n quando eu preciso???
Não sou uma exímia digitadora...não nasci pra isso...acho que a tecla que mais uso é uma gordinha, com ornamento e tudo (uma seta virada pra mim), com seu nome escrito na horizontal: backspace...ihhh...acabei de usá-la, mais uma vez...mas você não viu!
É isso que eu acho injusto!!! Ninguém nunca vê o trabalho do backspace...apesar de ser muito utilizado. Ninguém reconhece ou aprecia o seu talento.
Às vezes me sinto um backspace...vivo apagando, consertando as besteiras dos outros e não recebo nada em troca...
Na verdade eu queria ter um backspace na vida real...já imaginou poder apagar o seu passado? Ou quem sabe um delete pra poder corrigir o que ainda está por vir?
Devo estar errando muito nesta vida. Só assim pra achar que uma idéia tão estúpida seja realmente boa... (olha a autocrítica de novo)
Então peraí, me deixa apagar tudo e começar de novo... Vamos ver até onde eu apago...
Quer saber de uma coisa...não vou apagar nada não..afinal de contas, são com os erros que a gente aprende, por ser tão crítica em relação a tudo acabo tendo uma dificuldade enorme pra fazer tudo aquilo que sinto vontade, na verdade não me preocupo com o que os outros vão pensar de mim; pois sei que toda unanimidade é burra, me preocupo mesmo é com aquilo que eu mesma possa pensar a meu respeito, chego ao exagero de muitas vezes escrever o mesmo texto pra esse blog umas vinte vezes, tenho que me conformar que sou apenas humana e os erros são conseqüência de fazer algo pois por mais clichê que pareça tenho que concordar com aquela frase “Só não erra quem não tenta”, entâo, de agora em diante não vou usar mais o backspace...é isso mesmo1 Todos os meus grandes erros (incluindo os de digitaç~ao) serão vistos por quem quiser ver.
Nessas horas é que eu queria ter um gravador embaixo do travvesseiro. Pra não ver tanto vermelho e verde ma tela do computador. Começo de novo a pensar em tanta coisa...e cada vez masi rápido, rápido, rápidoooo....já nem olho mis para a tela e para o curosr piscando...só olho pro teclado pra tentar acertar...to conseguindo??? Ih, olhei pra tela...mais vermelho....
Mas que saber sinto que algo que não vou querer apagar está para acontecer e aí eu vou esquecer o backspace, e quando acontecer pode deixar que conto aqui no blog ( quer dizer se eu a autocrítica deixar)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Férias... uhuuuuuuuuuuuuuuuuu até que enfim!!!!!!!!

Como eu gosto desse período quando tudo acaba em festa, quando as noites vão madrugada adentro em um conversa boba com um amigo no telefone, ou quando a gente (que mora numa cidade do interior) senta na frente de casa e fica contando estrela, história, verdades, mentiras e alguns segredos.
Gosto da sensação de liberdade que sinto todas as vezes que saio do trabalho e caminho sem rumo pela rua, reparando nos rostos desconhecidos, mas que me atraem de tal forma que sinto vontade de caminhar várias horas fazendo isso.
Gosto de poder ir ao cinema a noite, de ler os livros que sinto vontade e não somente aqueles que me exigem, gosto de sentar em uma mesinha de boteco as 19:00h e ir embora só na hora que sentir vontade.
Férias tem tanta coisa boa, mas sei que rapidinho fico com saudade da agitação, da correria, das discussões acaloradas que me fazem sentir mais viva, dos professores que me deixam maluca e daqueles que me fazem sentir vontade de ficar quatro, cinco horas sentadinha sem piscar pra não perder uma única palavra.
É por essas e outras que digo que sou uma contradição completa, gosto e desgosto de quase tudo na minha vida, até mesmo aquilo que tenho obrigação de fazer acabo fazendo com prazer, e aquilo que faço por livre e espontânea vontade pode me provocar grande tédio.
Pessoas me cansam, bebidas me provocam nojo, gente que gosta de ostentar o que quer que seja me fazem sentir pena, amantes me deixam irritada, casais felizes me parecem falsos, enfim tudo aquilo que gostava passo a não gostar, já aquilo que desprezava agora me atrai, socialismo, gatos (me refiro aos felinos rsrsrsrs), tudo que existe de alternativo (do barzinho aos filmes), de ir pra academia (antes considerada antro dos hereges que se preocupam mais com o corpo que com a mente), de tomar sol porque quem é branquinha sofre (ou sofria).
Agora tenho total certeza que sou Maluca e você leitor já tinha percebido ou precisou que eu te contasse???
domingo, 7 de dezembro de 2008
Um blog jogado às traças...
Há quanto tempo não encontro a paz que um dia tive? (Será que tive? Já nem me lembro mais.. a inquietude, hoje, já faz parte do cotidiano)
Há quanto tempo não me transformo em passarinho e vôo pra bem longe? (Ahhh.. isso é mais recorrente... a imaginação é algo que me vêm, de fábrica, de sobra...)
Há quanto não coloco um brigadeiro na boca? (Não é dieta nem promessa... a colher ainda está na pia esperando pelo nescau e pela boa-vontade da cozinheira...)
Há quanto tempo não cruzo meus caminhos pelos teus? (Em pensamentos sempre trafega por mim... mas ainda me angustia a falta de nunca ter te visto pelos olhares de outros... de nunca saber como você é como filho, de que forma trata seus avós, de como come suspiros, em que posição se ajeita na cama, que mania irritante tem para se tornar um adorável companheiro de certa companhia exclusiva...)
Há quanto tempo deixo de sonhar para viver? (Bem, o mundo das idéias é sempre mais grato comigo...)
E ei... há quanto tempo você não aparece por aqui para ler alguns devaneios? (Espero que a resposta seja "o tempo suficiente para deixar saudades"... não muito longas nem muito esparsas... apenas saudades de acompanhar um blog jogado às traças cujas traças se deliciam com o fato de que o tempo não é minimanente importante para os insetos...)
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
A resposta a suas preces.
Ela não sabia como agir, amava aquele homem mais que tudo mas sabia que ele só a faria sofrer, ele tinha medo, medo de se apaixonar, medo da personalidade dela, medo do amor que ela sentia por ele, medo de que ela pudesse em algum momento da vida o abandonar.
Duas pessoas que se amam, mas que por motivos diferentes continuam covardes e distantes um do outro, motivo pra ficar longe da pessoa da qual você mais deseja estar perto existem aos montes, mas o que faz os amores serem eternos ou inspiradores como o de Romeu e Julieta é o fato de que as pessoas amaram APESAR DE, apesar da dificuldade, apesar da distancia, apesar da serem diferentes o bonito realmente é gostar mesmo com todas as adversidades.
Ainda hoje conversava com meus amigos Isabel e Toninho sobre as alguras dessa coisa chamada amor.
Uma amiga em comum quer namorar (aliás acho que é uma leva...será que é algo na água dessa cidade?). Mas voltando ao caso, por mais que essa minha amiga queira, seu jeito espontâneo e excêntrico comumente assusta as pessoas (o que dirá os meninos!) e o resultado é ela terminar sozinha, acreditando que todo mundo tem sorte no amor, menos ela.
Será que é necessário mudarmos nosso comportamento pra atrair alguém? Porque, afinal de contas, a imagem que a outra pessoa cria da gente é que irá atraí-la, ainda que não corresponda à verdade (e os amores platônicos que o digam!). Ou será que temos que ser como somos: despachados, arrogantes, ambiciosos ou introvertidos, e quem quiser namorar de verdade que conviva com isso?
Ainda na conversa com a Isabel e o Toninho, acho que a resposta surgiu no meio-termo... a disfarçada no primeiro contato pra não afugentar, mas não a negatória completa de quem somos... já que ninguém consegue disfarçar por muito tempo (a não ser que seja um louco ou um ator... aliás, tem que ser um bom ator, né?).
Então, a solução que parece simples, se torna um pouco escorregadia... Amiga, anota aí!!!
Nada de confessar de cara as bebedeiras e o número de namoros passados ou de admitir para ele (ou para os amigos dele) que está apaixonada. Nada de dizer que se esquece usualmente de utilizar a descarga ou que não aguenta manter uma conversa longa sem fumar um cigarro, a não ser que a pessoa interlocutora também compartilhe do hábito (experiência da Isabel). Nada de assumir que gosta de fazer sexo virtual ou que já traiu em alguns de seus relaciomentos, defendendo ainda que o amor não tem fronteira, nem lugar.
E absolutamente não confesse que você quer namorar alguém. Por mais que seu coração diga que sim a esta possibilidade (ainda que nem seja com essa pessoa em particular) o receptor pode receber a informação acreditando que você é uma uma louca que fugiu do hospício direto pra mesa dele. Ou uma atriz meia boca tentando pregar uma peça ("é do programa do Silvio ou do João Kleber?").
domingo, 30 de novembro de 2008
Quem dera ser Lisbela
O interessante é que numa dessas minhas noites de insônias, especificamente, na última quinta, dei graças a Deus por não conseguir dormir... como companheira a tv... como embalo de ninar, o filme Lisbela e o Prisioneiro...
Sou apaixonada nesta película... como toda boba romântica, acredito na mocinha que encontra seu grande amor... aliás sonho no dia em que serei não Scarlet Ohara ou Ava Garder, mas sonho em ser Lisbela... (E é nessa hora que o meu príncipe estará lendo essas palavras e se perguntando “Como eu ainda não conheci essa garota?”..hehe..e é nessa hora que eu acordo também, mas... vamos ao filme, que é o que interessa...)
Lisbela e o Prisioneiro tem um elenco surpreendente. Selton Mello encarna com louvor o malandro-mulherengo-apaixonante, de nome Leléu, o qual não há como resistir. Selton dá continuidade, nesta película, ao excelente trabalho como ator e se destaca mais uma vez no cinema nacional. Novamente em parceria com Guel Arraes, com quem já trabalhou no impagável O Auto da Compadecida e em Caramuru – A Invenção do Brasil, Selton Mello mostra a habilidade diante das câmeras e faz todo mundo rir muito e, é claro, torcer pelo aventureiro de fala mansa. E se brincar ainda faz todo mundo se converter à Igreja Adventista do Santo Corpo Glorioso.
Mas se Selton é o mocinho, como em toda comédia romântica, há que existir seu antagonista: e este é, sem dúvida, o melhor ator em cena, Marco Nanini. Ele e seu personagem com nome de cantor brega, Frederico Evandro, prendem o espectador até o último minuto e ainda que o personagem não seja cômico em si, sua simples presença e seus trejeitos nada sutis já rendem boas gargalhadas. Débora Falabella, Tadeu Melo e Bruno Garcia também engrandecem o elenco com suas performances. De Débora nem sinal da mineirice. De Bruno o engraçado sotaque carioca. De Tadeu o jeito nordestino a la Os Trapalhões.
A única ressalva a ser feita é a demora em propagar filme tão gracioso, cultura tão popular. Lisbela levou mais de 3 milhões de pessoas às sala de cinema em 2003, ano em que foi lançado e somente na semana passada foi ao ar (mas se bem que isso não é nenhuma novidade...).
No Grande Prêmio Cinema Brasil, o filme angariou dois prêmios: melhor ator para Selton Mello e melhor trilha sonora. E até por isso, na sexta, ainda caindo de sono, uma das minhas primeiras ações do dia, foi ouvir de trás pra frente e de frente pra trás, o cd com as 13 faixas da trilha. Zé Brito, Zé Ramalho e Sepultura, Caetano Veloso e Elza Soares são faixas obrigatórias. “O amor é filme”, de Lirinha, mostra em ritmo animado de marchinha que sabe exatamente isso pelo cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama, da felicidade, dúvida, dor de barriga... e por aí vai. Além de dizer e alto e bom grito que “o amor é filme e Deus o telespectador”.
Mas, sinceramente, são os Los Hermanos que me fazem sorrir de alegria ao traduzir em letra tudo que um dia eu quero ser e ter, pois “Eu quero a sina de um artista de cinema/Eu quero a cena onde eu possa brilhar/ Um brilho intenso/ Um desejo/ Eu quero um beijo/ Um beijo imenso onde eu possa me afogar”. E foi nesta melodia (e, se me permitem, nesta incólume poesia) que finalmente conseguir pegar no sono... e que sono bom...
sábado, 29 de novembro de 2008
quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência
vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência
vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito
vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito
então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência
Paulo Leminski
sábado, 22 de novembro de 2008
Por que não eu?
Por que é que eu nunca ando contente com os rapazes que já passaram na minha vida? Por que é que eu nunca me apaixonei de verdade por nenhum deles? Por que é que eu vejo casais serem formados em minha frente e até alguns serem desmantelados com certa dor, mas, mesmo assim, eu nunca me vejo ali?
Por que é que me pego observando que minha irmã está quase se casando, caras bacanas estão se interessando por minhas amigas, pessoas estão naquele começo bom de namoro e televisores estão exibindo mais e mais filmes e novelas apregoando a paixão avassaladora? E por que tudo isso acontece... comigo, à deriva?
Me sinto assim mesmo... numa embarcação isolada das demais. A mais próxima é de pessoas que já trafegam acompanhadas. As mais remotas são daquelas que vivem apaixonadas ou já tiveram, pelo menos, um grande amor. A que navega bem do meu lado é de gente que já se esqueceu que isso existe... é a dos desiludidos (ou extraviados..) que nem querem mais realizar nenhuma travessia para aquele mundo que só existe a dois. Daqui a pouco embarco nesse último traslado. Queria ser mais otimista pra acreditar que não... Mas é só olhar os fatos. Todo mundo que me aparece já pertence a outra embarcação, está em outra sintonia ou, simplesmente, é tripulante perdido em alto mar. Não encontro ninguém no mesmo balançar de ondas, no mesmo tempo e espaço... e o pior de tudo, na mesma direção. Vou navegando sozinha enquanto o céu cinzento habita meu cais...
terça-feira, 18 de novembro de 2008
domingo, 16 de novembro de 2008
Diferente? só um pouco... nada tão absurdo assim...

Não sei bem como deveria começar o blog, mas decidi que o melhor seria falar um pouco de mim...
Tive um trabalho enorme tentando me definir e descobri que sou impossível de se classificar, pois sou uma contradição completa.
Sou o espelho da complexidade na sua forma mais simples; Sou a intensidade com mil exclamações; Sou dona de um questionamento interminável que lancei ao vento; Sou um pedaço do pequeno mundo lá fora, dentro de um enorme universo à parte; Sou fiel nas traições e sincera demais nas mentiras; Sou a pressa com todo o tempo disponível; Sou a bagunça na qual se encontra qualquer coisa; Sou a continuação das eternas perguntas e respostas ainda sem conclusão; Sou a errada que busca acertar e a sorte de acertar sem querer; Sou triste mascarando alegria, e a alegria enrustida de tristeza; Sou amiga de quase todos, mas poucos conseguiram me cativar; Sou altruísta com estranhos e egocêntrica com os mais próximos; Sou humilde por puro charme, mas vaidosa sem ser pedante; Sou exagerada na medida certa; Sou crente, mas também sou cética; Sou tiro de rosas em canhões, mas disparo mágoas com a própria língua; Sou tão certa quanto a dúvida e tão duvidosa que já nem sei; Sou gritos desesperados em silêncio; Sou interpretada como não queria e invisível quando me mostro por inteiro; Sou indecisa por pura convicção; Sou mais do que esperam e bem menos do que precisam; Sou aquela que voa ainda no chão e o que desfila aérea pelas ruas; Sou a rotina inesperada das imprevisíveis aventuras; Sou tão óbvia quanto à própria contradição.



