Ele olhou fundo nos olhos dela e não acreditou no que ouvia, ela que sempre parecera estar em suas mãos fugia agora como um bichinho assustado pra bem longe dele.
Ela não sabia como agir, amava aquele homem mais que tudo mas sabia que ele só a faria sofrer, ele tinha medo, medo de se apaixonar, medo da personalidade dela, medo do amor que ela sentia por ele, medo de que ela pudesse em algum momento da vida o abandonar.
Duas pessoas que se amam, mas que por motivos diferentes continuam covardes e distantes um do outro, motivo pra ficar longe da pessoa da qual você mais deseja estar perto existem aos montes, mas o que faz os amores serem eternos ou inspiradores como o de Romeu e Julieta é o fato de que as pessoas amaram APESAR DE, apesar da dificuldade, apesar da distancia, apesar da serem diferentes o bonito realmente é gostar mesmo com todas as adversidades.
Ainda hoje conversava com meus amigos Isabel e Toninho sobre as alguras dessa coisa chamada amor.
Uma amiga em comum quer namorar (aliás acho que é uma leva...será que é algo na água dessa cidade?). Mas voltando ao caso, por mais que essa minha amiga queira, seu jeito espontâneo e excêntrico comumente assusta as pessoas (o que dirá os meninos!) e o resultado é ela terminar sozinha, acreditando que todo mundo tem sorte no amor, menos ela.
Será que é necessário mudarmos nosso comportamento pra atrair alguém? Porque, afinal de contas, a imagem que a outra pessoa cria da gente é que irá atraí-la, ainda que não corresponda à verdade (e os amores platônicos que o digam!). Ou será que temos que ser como somos: despachados, arrogantes, ambiciosos ou introvertidos, e quem quiser namorar de verdade que conviva com isso?
Ainda na conversa com a Isabel e o Toninho, acho que a resposta surgiu no meio-termo... a disfarçada no primeiro contato pra não afugentar, mas não a negatória completa de quem somos... já que ninguém consegue disfarçar por muito tempo (a não ser que seja um louco ou um ator... aliás, tem que ser um bom ator, né?).
Então, a solução que parece simples, se torna um pouco escorregadia... Amiga, anota aí!!!
Nada de confessar de cara as bebedeiras e o número de namoros passados ou de admitir para ele (ou para os amigos dele) que está apaixonada. Nada de dizer que se esquece usualmente de utilizar a descarga ou que não aguenta manter uma conversa longa sem fumar um cigarro, a não ser que a pessoa interlocutora também compartilhe do hábito (experiência da Isabel). Nada de assumir que gosta de fazer sexo virtual ou que já traiu em alguns de seus relaciomentos, defendendo ainda que o amor não tem fronteira, nem lugar.
E absolutamente não confesse que você quer namorar alguém. Por mais que seu coração diga que sim a esta possibilidade (ainda que nem seja com essa pessoa em particular) o receptor pode receber a informação acreditando que você é uma uma louca que fugiu do hospício direto pra mesa dele. Ou uma atriz meia boca tentando pregar uma peça ("é do programa do Silvio ou do João Kleber?").
2 anos atrás
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